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Foz do Velho Chico

“São Francisco rogai por nós”, são preces, vozes do grupo Caçuá, que cantam a magia do Velho Chico. No dia 4 de outubro de 1501, o rio foi batizado como São Francisco em homenagem ao santo que é comemorado nessa data. Certamente, quando Américo Vespúcio descobriu o rio, ele já era um Deus para os índios que habitavam nas suas redondezas e que o chamavam de Opará, o que significa Rio-Mar. Na mágica Piaçabuçu, a força das ondas do mar se encontra com a delicadeza do Velho Chico num espetáculo para ser visto de perto.

Deus é brasileiro

Opará, Rio São Francisco ou Velho Chico são nomes que evocam a beleza do majestoso mar de água doce. É sempre bom navegar em suas águas generosas, ainda mais, se o ponto de partida for a cidade de Piaçabuçu, a 18km de Maceió, que oferece passeios até a foz do rio, estrela principal do filme “Deus é Brasileiro”, do alagoano Cacá Diegues. A ida até as dunas douradas que rodeiam a foz é feita em embarcações simples. A experiência é única!

Mar doce

Do porto de Piaçabuçu até a foz, a cena mais comum são os barcos, de onde os pescadores jogam suas redes. Algumas ilhotas enfeitam o caminho até o encontro do mar com o rio. A vegetação se funde com a cor do Velho Chico em um espetáculo de tirar o fôlego. No final do dia, com o sol já se pondo, apenas se vê canoas solitárias nas águas do São Francisco, mas isso tem explicação, é que os pescadores esperam o rio baixar para pescar o peixe pilombeta e, enquanto aguardam o momento exato, deitam na canoa a fim de um bom descanso.

Ilha da Fita

Cada uma das ilhas do São Francisco conta suas histórias, como a tal “linha da fitinha”, em que uma menina, para namorar, amarrava uma fita numa árvore avisando ao amado que os pais foram pescar e, portanto, estava livre para o amor, e outras tantas narrativas surgem, como as da negra, das cobras, da botija. Enquanto você veleja pelo rio, os guias que te acompanham no trajeto contam as mais variadas histórias. São poesias e até cantorias sobre a importância do maior rio do país.

Jardins de Aninga

O que torna o passeio mais bonito é apreciar a vegetação nativa do Velho Chico, como a aninga, planta com folhas grandes, verdes e de caule grosso, a grande protetora do Velho Chico, porque sua raiz extensa absorve a argila evitando a erosão. O seu fruto lembra um abacaxi, mas é só semente, que cai no rio, nascendo assim mais aningas para proteger o Rio.