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Piranhas, Lapinha do Sertão

Piranhas não se resume à saga de Lampião. Vai muito além! Tem muita história para contar e viver. Os mais de 2.500 habitantes comprovam isso. E descendo a ladeira da cidade, também conhecida como “Lapinha do Sertão”, surge o Velho Chico no seu esplendor, bordando os morros. Prepare-se para perder o fôlego. Ao seu redor as igrejas e as casinhas coloridas compõem o cenário. Um amor de cidade. É impossível não se apaixonar.

O lugar é tombado como Patrimônio Histórico Nacional pelo IPHAN e não esconde a grandiosidade. Igrejas com 250 degraus, trilhas de 1,5km e mergulhos de 80 metros de profundidade te esperam por lá.

Herói ou bandido?

Virgulino, vulgo Lampião, mesmo sem nunca ter entrado na cidade de Piranhas, em respeito à sua santa padroeira Nossa Senhora dos Remédios, até hoje é cultuado. Para uns, ele é herói, para outros, bandido. Seja qual for o veredito final, o povo piranhaense vive e respira a história do homem mais temido do sertão e tem dois parques temáticos da rota do Cangaço. Na cidade, o Museu do Sertão conta a trajetória de Lampião e Maria Bonita. No prédio da prefeitura é testemunha do passado – foi lá que as cabeças do bando de Lampião ficaram expostas.

Rumo ao cangaço

Depois do café reforçado das pousadas, é hora de navegar pelo Velho Chico até os parques temáticos do Cangaço. O passeio de barco é agradável ao sabor do vento. A parada é no lado sergipano para  fazer a trilha até onde Lampião e seu bando foi assassinado pela volante, como era conhecida a polícia.

A Rota do Cangaço possui cerca de 1,5km. É curta, mas o clima do Sertão pode te cansar. Leve água e protetor solar, além de usar roupas adequadas para temperaturas de 38 graus. Guias te acompanham no estilo, viu? É que eles seguem o percurso caracterizados, contando histórias sobre o dia em que Lampião foi decapitado em uma emboscada. Opte por fazer a trilha logo cedinho.

Trilha da caatinga

No percurso da trilha, aprecie a vegetação típica da caatinga com os cactos, solo vermelho e animais, como saguis e calangos que dão o ar da graça. Ao todo, são 700 metros de explicações históricas e geográficas. Uma dica é levar água para o trajeto, pois o calor é intenso, chegando a 38º, além de usar roupas apropriadas e, claro, muito protetor solar.

Redendê

Na rota do cangaço, também tem o passeio até o povoado de Entremontes numa embarcação menor. O lugarejo alagoano também recebeu a visita ilustre de Dom Pedro II, primeiro turista do Rio São Francisco.Hoje, porém, no povoado, o reinado é do bordado Redendê, feito manualmente pelas mulheres ribeirinhas. São peças de cama, mesa e cozinha, ótima lembrança do município de Piranhas

No mar doce

De volta aos parques, boias delimitam o banho nas águas do São Francisco com segurança. Respeite o limite – a profundidade do rio São Francisco pode ultrapassar os 80 metros. Como dizem os nordestinos, depois de caminhar pela trilha e mergulhar no Velho Chico é hora e encher a “pança” com peixe surubim, tilápia, pitus ou os camarões do rio. Aproveite as árvores frondosas com redes para sonhar.

Usina Hidrelétrica de Xingó

Conheça a Usina Hidrelétrica de Xingó! A construção fica entre Piranhas e Canindé do São Francisco.  A construção é responsável por 30% da energia elétrica do Nordeste e 10% da energia do Brasil. O passeio guiado engloba a parte externa e interna da usina e impressiona. Dura mais ou menos 1h e custa em média R$ 40. O último passeio guiado do dia sai às 16h30.

Estação cultural

De volta à terra firme, a visita ao Museu do Sertão na antiga estação ferroviária, em estilo neoclássico, um dos principais monumentos arquitetônicos da cidade. Construída a partir da implantação da estrada de ferro, no fim do século XIX, ela ligava o interior de Alagoas aos centros comerciais, trajeto antes realizado pelo Rio São Francisco.

Histórias do Sertão

No museu, são encontradas peças ligadas ao cangaço, à estrada de ferro de Paulo Afonso, à navegação a vapor, religiosidade sertaneja e costumes locais. No acervo, também há fotografias, documentos (cartas e bilhetes) escritos por Lampião, miniaturas de embarcações, entre outros. A cidade é considerada por estudiosos como ponto de partida da operação que resultou na morte de Lampião.

Maria Fumaça

Próximo da estação, a Maria Fumaça (velha locomotiva alemã), mais um cartão-postal da cidade de Piranhas, todo turista que chega à cidade tira fotos para guardar como recordação, tendo o Velho Chico como cenário da cidade histórica.

Cantor das multidões

Altemar Dutra, o cantor das multidões, foi o turista mais assíduo da cidade e até hoje vive na memória do povo. E o cantor dá nome a uma rua, pizzaria, lanchonete. Ele e o povo de Piranhas tinham muito em comum: as serestas e a pesca.

Boa lembrança

O Centro de Exposição e Cultura de Artesanato também é imperdível. São peças artesanais, não só de Piranhas, mas de outros municípios da região. Artesanato em couro, madeira, palha, tapeçaria em sacos e de algodão, cestaria, cerâmica figurativa e bordados, são algumas delicadezas produzidas por lá.

Forró na noite

À noite, no centro histórico, tem tapioca, café regional, pizzaria, cafeteria, culinária japonesa e chinesa. Às sextas e sábados, a boa música brasileira, como o forró, convida todo mundo para arrastar o pé.

Monumentos dos séculos

Na cidade de Piranhas existem dois monumentos da passagem dos séculos 20 e 21. Para chegar lá é preciso muito fôlego e resistência para enfrentar uma maratona de degraus.

Cenário de filme

A cidade de Piranhas é um estúdio natural. As belezas do Velho Chico e seu casario histórico serviram de cenário para os filmes: Bye, Bye, Brasil e Baile Perfumado, além das novelas Cordel de Fogo Encantado, Velho Chico e outros seriados.

Para casar

Com a beleza do Velho Chico, o casario colorido e igrejinhas, a cidade de Piranhas  também é destino ideal para casar. As principais construções são a Igreja Nossa Senhora da Saúde, que tem um estilo neoclássico datado do século XIX, a Igreja de Santo Antônio de Lisboa, que possui em seu interior restos mortais dos fundadores da cidade preservados em lápides, e a Igreja Nosso Senhor do Bonfim, a mais popular por causa dos 250 degraus que permite o seu acesso.