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Um passeio pelo Centro

Caminhando pelas ladeiras do centro de Maceió, o turista se depara com a história da capital alagoana, que se desenvolveu a partir da estruturação dessa região. A Catedral Metropolitana, os mirantes e os prédios desenhados pelo arquiteto italiano Luigi Lucarini formam um belo conjunto para ser visitado e admirado. Teatros, prédios históricos, extensões dessas construções e points culturais válidos de visitar: o Centro é um mundo a ser explorado!

Caminhos Culturais

“…Eu fui batizado na capela do Farol / Matriz de Santa Rita, Maceió…”. A letra do alagoano Djavan entrega o tom: nossa Maceió tem muitas histórias para contar a partir de suas igrejas. Próximo ao Centro, subindo a Ladeira da Catedral, o mirante da Igreja de São Gonçalo, uma das mais antigas da cidade, tem uma vista de babar!

Mirante do mar

O Mirante de São Gonçalo é um dos pontos mais visitados pelo city tour do Centro de Maceió. De lá se tem a mesma bela visão do mar, ora verde esmeralda, ora azul, que banha o litoral alagoano e o Jaraguá, o bairro histórico que abriga o Porto de Maceió.

Andar com fé, eu vou!

Depois do Mirante de São Gonçalo, sugerimos uma visita ao Centro de Maceió, começando uma peregrinação de fé pela Catedral Metropolitana, que louva Nossa Senhora dos Prazeres, padroeira da cidade. Bela obra do arquiteto francês Auguste Montigny, concluída em 1859, cuja inauguração contou com a presença do Imperador D. Pedro II.

Durante todo o ano a igreja promove missas e eventos especiais que merecem ser vistos de perto. Geralmente as apresentações se estendem para o calçadão do comércio.

Homens Pretos

Na Rua do Sol, a Igreja do Rosário dos Homens Pretos, construída em 1853, apresenta um estilo eclético, com formas geométricas puras e paredes externas revestidas com dois tipos de azulejos, detalhes em estilo barroco e neoclássico.

 

Livramento

A Igreja de Nossa Senhora do Livramento, construída em 1883, brinda a Rua do Livramento com sua arquitetura neoclássica, e guarda em seu interior uma bela pintura da Imaculada Conceição. Na lateral, tabuleiros vendem doces como pés-de-moleque, broas de milho, bolos de macaxeira, além de camarões secos e siris direto de Marechal Deodoro.

Literatura que ensina

Criada em 1865, a Biblioteca Pública Graciliano Ramos hoje é referência em inclusão digital no Estado. O espaço conta com três áreas de acesso virtual livre e dois telecentros destinados a realização de cursos gratuitos para a comunidade carente. Com um acervo de mais de 90 mil livros, cerca de 6 mil são obras de autores alagoanos. Por lá, uma gibiteca e uma sessão de literatura em braile chamam atenção. Você provavelmente vai se perder entre as dezenas de estantes distribuías entre os três andares do prédio histórico.

Circuito dos Martírios

Praça dos Martírios também guarda muita história. A antiga sede do Governo do Estado de Alagoas abriga o Museu Palácio Floriano Peixoto, cujo acervo conta com mobiliário do final do século XIX, pinturas de Rosalvo Ribeiro e de outros artistas alagoanos. No mesmo prédio, estão os memoriais dos escritores alagoanos Lêdo Ivo e Aurélio Buarque de Holanda. Por lá, o Museu Palácio Floriano Peixoto movimenta a cena cultural local com exposições temporárias no salão principal.

Martírios

A imponente Igreja Bom Jesus dos Martírios é uma construção de linhas ecléticas, misto de barroco, neoclássico e neogótico, mesclando azulejos portugueses na fachada principal. O interior traz ornamentos rococó, com rodapés em azulejo colorido no estilo art nouveau.

Fundação Pierre Chalita

No circuito da Praça dos Martírios, visite a Fundação Pierre Chalita, com rico acervo de arte sacra dos séculos XVI, XVII, XVIII, do colecionador e artista plástico alagoano Pierre Chalita. No mesmo espaço, há coleções de obras de arte moderna brasileira e obras do próprio Chalita.

Karandash

Para finalizar o circuito da Praça dos Martírios, indicamos a Galeria Karandash. Criada em 1985, o espaço dispõe de acervo com mais de duas mil  peças de arte popular de Alagoas e do Nordeste, além da produção dos artistas visuais contemporâneos Dalton Costa e Maria Amélia Vieira. Os dois são os nomes por trás do projeto Museu Balanço das Águas, em Pão de Açúcar.

Circuito Sinimbú

O Centro de Maceió abriga museus cheios de curiosidades. Na praia da Avenida, há o Museu Theo Brandão, com artesanato alagoano, do Nordeste e da América do Sul. Caminhando até a Praça Sinimbú, pode-se visitar a casa do ilustre poeta Jorge de Lima, nascido no município de União dos Palmares. Nas imediações, aproveite para viajar na arte contemporânea de artistas visuais alagoanos, na Pinacoteca Universitária.

Sebos

Sabe aquele livro de edição rara ou antiga que você acha que nunca mais encontrará? Eles estão na rua dos sebos, no Centro. São casas e quiosques com centenas de livros, discos e VHS de décadas atrás. Vale a visita e a viagem no tempo. Não precisa ir com muito dinheiro, os preços são amigáveis. Leve seu livro usado para fazer negócio!

Perseverança

Na Rua João Pessoa, no primeiro domingo de cada mês, às 9h, acontece o projeto “Concerto aos Domingos” no Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, que reúne relíquias da história como um dos mais completos acervos afro-brasileiros do país, a exemplo da “Coleção Perseverança”.

Circuito Lucarini

Quem caminha pelo Centro de Maceió vislumbra os traços do italiano Luigi Lucarini, um dos arquitetos mais importantes da história do desenvolvimento, da arquitetura e do urbanismo de Maceió. Luigi Lucarini nasceu na Itália, em 1842, e viveu na capital alagoana no século XIX. Planejou alguns de nossos mais importantes patrimônios, como o Teatro Deodoro, o Palácio Floriano Peixoto, o Tribunal de Justiça e o Teatro Sete de Setembro, em Penedo.

Teatro Deodoro

Na Praça Deodoro, que homenageia o primeiro presidente do Brasil, Marechal Deodoro da Fonseca, inaugurou-se em 15 de novembro de 1910 o Teatro Deodoro, belo exemplar do estilo neoclássico do arquiteto italiano Luigi Lucarini.

Teatro de Arena

O Teatro de Arena Sérgio Cardoso é uma espécie de extensão do Deodoro, com capacidade para apenas 180 pessoas. É aconchegante e tem sido palco para espetáculos e apresentações menores. O espaço foi idealizado pelo ator alagoano Bráulio Leite Júnior e construído e inaugurado há 40 anos no governo de Afrânio Lages.

Palitos da Arte

Depois de conquistar as telas da Rede Globo na abertura da novela “A Cor do Pecado”, as esculturas de palitos de fósforo do artista Arlindo Monteiro se tornaram um dos cartões-postais do Mercado do Artesanato. Suas peças únicas já rodaram o Brasil e são muito prestigiadas pelos turistas internacionais.